It was November
We had no pillows
We had no fan
No air conditioner

We were not cold
We were not hot
Although we sweat
A lot

I laid on your left arm
So I could
look at your face
And memorize it

It’s been a year
I still see your face
I see your whole body
That I loved
lived on

His body is so beautiful
He looks like a Greek statue
But I still think
of your thin body

Your bones
On my flesh
Your cold
On my heat

At least he’s got a fever

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O italiano a fodia por trás. Quando ele acariciou sua bunda, ela demandou:

— Bate.

Ele começou a beijar toda a extensão de seu braço esquerdo, o que ela quebrou quando tinha 4 anos.

Ela levou uns três segundos pra entender que, em italiano, bate soa como baci. Ele pensou que ela pedia por beijos.

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— Você não tem escolha. Isso não é uma democracia. É um regime totalitário.
— E o que acontece se eu desobedecer?
— Você vai pro paredão de fuzilamento. Igual ao Roberto Benigni em A Vida É Bela.
— Mas aí não faz sentido. Com quem você vai transar?
— Ah, tem que entrar no role play da ditadura. É tortura e assassinato. E encenação de suicídio, igual fizeram com o Vladimir Herzog.
— o.o
— o.o
— Nossa, isso tá parecendo cena de livro. Peraí que eu vou ter que anotar.
— Ah, não. Registra na cabeça.
— Não dá. Eu vou esquecer. Eu sempre esqueço.
— o.o
— o.o
— Vai, chupa meu peito enquanto eu anoto.

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